segunda-feira, agosto 17, 2026

Adeus Definitivo ao meu blog do Sapo

      






    No inicio deste ano fui confrontada com o encerramento dos blogs do sapo, onde eu tinha um blog exclusivamente sobre livros, com a indicação de acesso disponível até  Novembro de 2026, contudo hoje tentei abrir o blog para continuar a "resgatar" individualmente post a post (no dia em que soube a notícia o sapo não disponibilizava a possível migração de blog, que entretanto já disponibiliza, contudo eu já não  tinha acesso tenho acesso ao mesmo) logo o ultimo post que “salvei” data de 05/07/2022, e será o primeiro que postarei a partir da amanhã, tentado postar um por dia até chegar ao primeiro post do sapo, após o qual irei retomar as normais postagens de leituras, cronicas da vida e o que me aprover.

 

 

Fiquem bem, boas leituras e sonhos oceanicos...

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Falando de Amor


Eu Sei Que Vou Te Amar
(Ana Carolina)(António Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda a minha minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou

Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida.

A boa filha á casa torna ou o regresso da filha pródiga ao seu primeiro blogue.

Sei que muitos anos se passaram e nunca mais actualizei nem este blogue ( quer com crónicas da minha vida privada, quer com criticas a livros (acabo por usar mais o goodreads para isso) quer ainda com o desenvolvimento de histórias, ou poemas e sinceramente, não quero agora entrar nessas razões, nem isso agora é importante. Contudo, o meu segundo blogue (Oceano de livros.blogs.sapo.pt) tem um fim anunciado por iniciativa do proprio site, e embora, também nele eu não escreva há anos, vou tentar daqui para a frente voltar a activar este blogue com tudo o que realçava no blogue anterior. Como os meus conhecimentos informáticos para fazer a junção dos dois blogues num só, vou aqui publicando os posts do oceonodelivros, do mais antigo para o mais actual, desta feita só em português porque vi que o trabalho de fazer o blogue bilingue é superior não só ao tempo disponível, mas também á energia que já não é a mesma nem dos trinta e muito menos dos 20 anos. Mas a vida é feita de mudanças e esta será apenas mais uma. Quando conseguir passar todos os textos do outro blogue para cá, irei avisar-vos para contarem que os post mais recentes serão actualizações dos livros que estiver a ler nesse momento, e se houver lugar a novas crónicas da vida privada, ou outras temáticas que me toquem o coração e a alma. Não quero, como no passado prometer mais regularidade e não cumprir, contudo, tenho sentido falta deste exercício de escrita, desta partilha, e até de certa forma, quem sabe se a partilhar novamente com vocês eu deixe morrer este sentimento de solidão acompanhada que ultimamente tem me acompanhado. Um beijo, obrigada por me lerem, se já são "habitués" sejam igualmente bem vindos de volta, se são novos aqui e fazem parte das pessoas que recentemente se juntaram á minha vida, pessoal ou profissional, bem-vindos, espero que gostem deste meu canto, e por favor comentem muito, sempre, divulguem, e divirtam-se. E se algum livro cuja critica aqui exista, vos despertar curiosidade, então, leiam e digam se gostaram tanto, mais ou menos do que eu... keep well e boas leituras

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Nostalgia


Hoje tive de passar por dentro da área comercial da estação de metro do Campo Grande e no lugar da casa de chá velhinha que lá havia, estava prestes a abrir um novo espaço "Sabores do Metro", e logo me assaltou as memórias de tardes e manhãs passadas nas horas de furos com a "malta fixe" dos anos do secundário, o Pedro, a Tatiana, o Miguel, o Nuno, a Sandra, a Leonor, e eu (que me sentia mais como penetra do que realmente desejada) e as conversas que lá tinhamos enquanto devorávamos os maravilhosos croissants, ex-libris da casa, e relembro o prazer que sentia quando partilhava com eles a cumplicidade das conversas que lá surgiam.

Se me perguntarem hoje não sei dizer o tema de nenhuma das conversas, mas ver desaparecido um dos nossos poisos do liceu deu um nó e uma nostalgia incomparáveis. E claro saudades daquelas mesas redondas, em especial a do canto usada por nós, dos croissants e das chávenas de chá amarelas da Lipton. E apesar de todo o ciclo do secundário já ter terminado há muito tempo atrás, não pude deixar de ver esta situação como um final definitivo de tudo o que vivi na adolescência, e naturalmente este pensamento também me gera nostalgia.

Não podemos nunca pedir ao tempo que volte atrás, e sempre surgirá momentos passados dos quais teremos saudades, e em boa verdade eu sinto que tenho muito mais flashbacks de momentos que do que as reais memórias desses momentos, pois na minha mente vejo tudo difuso, meio distorçido e a cor sépia.

Mas ainda assim é algo triste ver desaparecer um local que de algum modo nos foi especial, por isso, pequenina casa de chá do metro adeus e obrigada pelos momentos passados com os meus colegas fixes do secundário...

sexta-feira, janeiro 18, 2019

A Vida é uma viagem


Dói-me na alma o cansaço
Do dia, dos anos, do espaço
Vazio do coração
Mortiço o olhar
De onde espero o brilho
Não sei se choro, se rio
Se vivo esperando o estio
De meu pouco ou nada
Retenho
Nos livros me escondo
E procuro
Talvez na esperança vã
De a paginas soltas
Encher a minha vida
De carinho e colo vazia
De sonhos adiados quiçá derrotados
Levo essas dores na bagagem
Mas ando sempre em frente
Pois a vida é uma viagem...

Inês d'Eça
17.01.19

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Fim de Ano = Época de Balanço



Em geito de revista de ano, neste fim de 2018, revisito o que vivi, as coisas boas e as coisas más e agradeço por tudo o que vivi, e sou sincera a dizer que de facto este ano me senti verdadeiramente grata de tudo, e posso dizer que as palavras-chave que marcam o meu ano de 2018 são Gratidão, Tranquilidade e Maturidade.

Nas coisas boas recordo a operação ao ouvido que me fez melhorar a qualidade de vida, pois o meu ouvido direito estava muito limitado no som que ouvia o que diminua a minha qualidade de vida e de trabalho já que no atendimento ao público precisamos de ouvir perceber as pessoas que atendemos. Recordo o Natal do Ano do Ano 2017, onde pude pela primeira vez passar com a minha "nova" família e onde pude conhecer finalmente os meus sobrinhos, dois jovens de vinte e poucos anos, que embora possam não precisar de mim, com quem não posso fazer programas de tia, porque já têm os seus próprios programas e vidas, mas que me deixaram orgulhosa das pessoas que são e que podem sempre contar comigo quando precisarem, pois estou aqui para eles. Recordo o bebé da minha amiga R. que nasceu em Setembro e que completou em amor e beleza uma familia que já tinha muito de belo. Recordo o reencontro com uma colega do 5º ano, em quem por várias vezes pensava em como e onde estaria, graças ao facebook (está a faltar o reencontro em pessoa, não é S.B.?). Recordo quem me acompanhou de um modo ou de outro no que foi os piores dias deste ano. Recordo a conquista do meu Black Beauty, algo há tantos anos desejado e só alcançado aos 40, mas que foi a primeira coisa que conquistei com sacrificio, o que aconteceu pela primeira vez na minha vida, já que anteriormente os sacrificios eram feitos apenas para sobreviver. Recordo a maturidade tranquila dos 40 anos (ainda sem 1 cabelo branco ;-) ) e a sabedoria e aprendizagem que os 45/46 - quiça acabo antes das badaladas da meia-noite o que estou a ler agora - livros lidos este ano me trouxeram. Recordo os louvores obtidos no meu trabalho que provam que sou apreciada e competente e reconhecem o valor do meu trabalho e esforço diário.

Das más recordo primeiro a desilusão que tive com os pais, principalmente com a minha mãe, pois quando sabemos que fomos capazes de tudo pelo amor que sentimos por eles e que no fundo toda a nossa vida foi uma mentira e um engano, que nos faz duvidar das nossas certezas mais básicas, e juntamente com isto, a propria perda da minha mãe, na verdade foi como se a tivesse perdido duas vezes só num ano, pois primeiro perdi a ideia que tinha dela e do seu amor por mim, e depois perdia porque partiu, talvez até por vontade própria, porque não entendeu que as escolhas que fiz foram para o seu bem-estar e segurança, e sei que mesmo magoada e desiludida, não deixei de a amar, nem deixo de a amar agora, e até depois da morte dela ainda fiz mais por ela e consegui deixá-la descansar onde penso que ela gostaria de ficar, na terra dela, com os pais e o tio de quem ela tanto gostava. Recordo a solidão e o vazio da real orfandade em que me encontro, embora muitas vezes sinta que fiquei orfã duma mãe de quem fui mais mãe que filha, o que equivale a dizer que me sinto orfã de filha, se é que me conseguem entender. Recordo as tristezas que de vez em quando me visitam mas que eu sinto que vou conseguindo manter controladas por enquanto...

Nem tudo foi bom, nem tudo foi mau, mas tudo valeu a pena.

E que o novo ano me traga novos livros, novas aprendizagens, novos sorrisos, novas lágrimas, novas pessoas e novos crescimentos, e a paz de espírito para saber viver com o que vier a surgir.

E se alguém aí desse lado tiver lido estas mal amanhadas linhas, tenha um ano de 2019 de conquistas, crescimento e paz. Sejam felizes...

Ocean Dreams from dolphin_star...

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Revisitando um poema de outro poeta, enquanto a poetisa em mim vive adormecida


Deito fora as imagens,
Sem ti para que me servem
as imagens?

Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.

Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.

Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.

Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.

Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.

Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.

E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.

By Raul Carvalho

quarta-feira, dezembro 19, 2018

É Novamente Natal



É novamente Natal e este ano vai ser um Natal estranho pois neste ano eu fiquei verdadeiramente orfã pois a minha mãe faleceu este verão antes de completar 70 anos e essa situação deixa-me numa amalga de sentimentos que não me fazem apreciar totalmente o Natal este ano. Claro que disfarço, vou sorrindo e cantando e desejando a todos Boas Festas como se de algum modo eu me esqueçesse que este anos estou deveras mais pobre. Sei em consciência que já alguns anos não passavamos juntas, pois a saude dela pedia vigilância constante, mas há algo no facto de a saber bem e acompanhada que me tranquilizava e durante o dia, ainda que ela estivesse longe ia a visitar, dava-lhe as prendas e dava a quem cuidava dela também uma lembrança como quem agradeçe.

Sei também que me desiludi muito com ela nos ultimos tempos, mas nunca deixei de a amar, nem de cuidar dela. Sei que consegui fazer uma ultima coisa por ela depois de morta, que foi juntá-la aos pais e ao tio que ela gostava no jazigo da familia. Sei que fui mais mãe que filha, contudo a sensação de orfandade persiste e mantém-se presente.

Sei que na noite da consoada e na noite de Natal não vou puder chorar quando a tristeza bater mas sei que nem por um momento vou esquecer a razão deste Natal ser mais triste, menos brilhante, mais vazio.

Peço desculpa a quem me ler assim menos festiva, mas este desabafo no silêncio da solidão tinha que sair da minha alma. Que este post não vos entristeça e tenham todos um Feliz Natal.

sexta-feira, janeiro 01, 2016


Estamos já em 2016, mas sempre a tempo de desejar a todos boas festas e Felicidades. A nível pessoal o ano que findou foi dos anos mais dificeis da minha vida mas que nos últimos 3 meses deu uma reviravolta completa mas que eu sei vai ser de felicidade, companheirismo e amor... Que sejamos todos felizes

sábado, dezembro 12, 2015

Reflexões em tempo de balanço

Estamos em Dezembro de 2015, perto do Natal e ainda antes dos votos de boas festas eu venho aqui 3 anos depois de ter escrito aqui pela ultima vez, para exprimir sentimentos e pensamentos que me têm assaltado nos últimos dias. Nos últimos anos passei pela experiência de cuidadora da minha mãe, tarefa essa que fiz com todo o meu amor mas que, na tentativa de lhe prestar os melhores cuidados possíveis deixou-me financeiramente extremamente frágil. Ao ponto de não conseguir pagar a renda e ter que deixar a casa onde morei nos últimos 4 anos, ao ponto de me obrigar de me separar de dois dos meus pestinhas de 4 patas, os meus meninos, para que não perdesse também as meninas e não sofresse a perda dos meus 4 animais, ao ponto de pagar as minhas contas da casa em prestações. No meio de um desespero tremendo pedi ajuda à família e embora houvesse quem me dissesse que não me deixaria passar fome, por que motivo que fosse, ninguém do meu sangue me acolheu ou me ajudou, e há até quem até hoje nem sequer me tenha contactado para saber como estou e se resolvi os meus problemas. E por mais que eu queira ser evoluída, esta indiferença da minha família dói e garanto que muito... Ainda assim e parafraseando Julie Andrews no filme Musica no Coração, “quando Deus fecha uma porta, algures ele abre uma Janela” e isto foi verdade para mim. Tive ajudas para tentar organizar esta fase mais complicada da minha vida inclusive no trabalho, mas mais importante foi quem me estendeu a mão e acolheu me não só na sua casa mas também no seu coração e hoje é tudo para mim. Quando eu pensava que estava fechada para o amor, porque sentia me sozinha num buraco negro sem esperança, que não tinha disponibilidade eis que me aparece alguém com quem eu já falava, deseja ver mas nunca pensei que poderia amar e ele fez me descobrir a pessoa fantástica que ele é, e que correspondia a todos os meus desejos de um amor companheiro, respeitador, intenso, cúmplice, e hoje sou a sua esposa, a sua amiga, a sua tudo e ele é tudo o que eu queria e muito mais, faz-me feliz todos os dias e nada mais quero que fazer-lo feliz todos os dias. Amo o seu coração generoso, a sua bondade com os outros e como gosta de ajudar, a sua resistência à dor, a sua energia, o seu jeito de menino travesso, o seu humor simples, a sua inteligência e os seus múltiplos talentos. Apesar de um ano muito dificil, antecedido por outros não menos complicados, este ano quase a acabar, acaba com um saldo positivo, pois embora as dificuldades financeiras ainda demorem muito a ultrapassar o que levo deste ano tem um valor incalculável. Mas estou triste, porque quem costuma me convidar nos últimos anos para o Natal, porque não o conhece, porque acha a a relação sendo recente poderá ou não ter futuro, e porque tem uma criança, não quer a presença dele se eu for neste Natal. A partir do momento em que me assumo como mulher e companheira deste homem, ele é a minha familia, sinto que exclui-lo sem o conhecer é excluir me a mim também e isso incomoda me porque eu não teria a mesma atitude, nem com a desculpa de ter crianças pequenas e eventualmente temer que qualquer desconhecido que entre em minha casa seja alguem que entre para agredir os meus. Só a atitude de me acolher em sua casa quando para todos os efeitos eu era-lhe praticamente uma desconhecida, independentemente do envolvimento que viemos a ter, já atitude louvável e indicativa da sua natureza o suficiente para o aceitar e querer conhecer?!?
Não sei se por trás desta atitude há ainda que sentimento existe ou se é apenas preconceito, não sei, mas que me magoou, isso o fez e já não sei bem o que pensar da pessoa e do futuro da nossa relação, porque é um núcleo da familiar que podia estar distante mas que apesar de tentativas de quem já cá não está para que assim fosse, está proximo e eu dou valor à familia e nunca gostei de ter que escolher entre estar em com A e mal com B... Enfim até ao Natal vou ser feliz com quem me ama e deixar a àgua correr debaixo da ponte...

sábado, agosto 18, 2012

John Michael Montgomery - I Can Love You Like That



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<font color="#cc33cc"></font> </div>
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<font color="#cc33cc">All this time that you've been waiting</font></div>
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<font color="#cc33cc">you dont have to wait no more</font></div>
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<font color="#cc33cc"></font> </div>
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<font color="#000000">I can love you like that</font></div>
<div>
I would make you my world</div>
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move heaven and earth </div>
<div>
If I were your girl</div>

Soneto do dia de Shakespeare :

9.
Music to hear, why hear'st thou music sadly?
Sweets with sweets war not, joy delights in joy:
Why lov'st thou that which thou receiv'st not gladly,
Or else receiv'st with pleasure thine annoy?

If the true concord of well-tuned sounds,
By unions married do offend thine ear,
They do but sweetly chide thee, who confounds
In singleness the parts that thou shouldst bear:

Mark how one string sweet husband to another,
Strikes each in each by mutual ordering;
Resembling sire, and child, and happy mother,
Who all in one, one pleasing note do sing:

Whose speechless song being many, seeming one,
Sings this to thee, 'Thou single wilt prove none'.

William Shakespeare

um dia...

Um dia...



Um dia vou ser feliz,
Vou ser capaz de sorrir sem defesas
Um dia vou ter paz,
vou andar pelo mundo de cabeça erguida
Um dia vou mudar a minha vida,
vou construir o futuro que quero sem que nada o impeça
Um dia vou ser aquilo tudo que quero ser,
vou ser mãe, amiga, enfermeira,
Um dia vou ser zen
vou andar sobre as nuvens porque os obstáculos foram já ultrapassados
e os desafios não farão me sagrar mais a alma
Um dia vou esquecer quem me fez mal
vou ser amada como sempre mereci
Um dia vou amar tão facilmente e entregar-me tão completamente que a entrega
anterior vai assemelhar-se a entrega nenhuma
Um dia a saúde dos meus vai estar garantida, e cuidados não faltarão
Um dia vou cumprir com os projectos adiados,
vou ser útil ao mundo, e orgulho dos meus.
Um dia vou ser feliz,
vou ser capaz de sorrir sem defesas,
vou ter paz
vou andar pelo mundo de cabeça erguida
vou andar de coração leve,
vou mudar a minha vida.


Inês d'Eça 18-08-2012 11:42




Shakespeare - Sonnets 10

For shame deny that thou bear'st love to any
Who for thy self art so unprovident.
Grant if thou wilt, thou art beloved of many,
But that thou none lov'st is most evident:

For thou art so possessed with murd'rous hate,
That 'gainst thy self thou stick'st not to conspire,
Seeking that beauteous roof to ruinate
Which to repair should be thy chief desire:

O change thy thought, that I may change my mind,
Shall hate be fairer lodged than gentle love?
Be as thy presence is gracious and kind,
Or to thy self at least kind-hearted prove,

Make thee another self for love of me,
That beauty still may live in thine or thee.

William Shakespeare




terça-feira, março 15, 2011

Por muito tempo achei que a ausência é falta

Carlos Drummond de Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Shakespeare - Sonnets 11

As fast as thou shalt wane so fast thou grow'st,
In one of thine, from that which thou departest,
And that fresh blood which youngly thou bestow'st,
Thou mayst call thine, when thou from youth convertest,

Herein lives wisdom, beauty, and increase,
Without this folly, age, and cold decay,
If all were minded so, the times should cease,
And threescore year would make the world away:

Let those whom nature hath not made for store,
Harsh, featureless, and rude, barrenly perish:
Look whom she best endowed, she gave thee more;
Which bounteous gift thou shouldst in bounty cherish:

She carved thee for her seal, and meant thereby,
Thou shouldst print more, not let that copy die.

William Shakespeare

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Que a vida te seja leve




No livro da Luisa Castel-Branco PARA TI encontrei este texto que me emocionou e por me identificar com ele partilho com todos aqueles que lêem este meu blogue.


Que a Vida te Seja Leve

Que encontres muitos amigos ao longo do caminho e sejas capaz de ser fiel a ti mesmo e aos teus princípios. Que o amor te abrace uma e outra vez e quando chegar aquele momento, aquela pessoa, que a saibas reconhecer e agarrar. Que nunca faças nada de que os teus filhos um dia se possam envergonhar. Pensa antes de agir, não desistas dos teus sonhos só porque os outros dizem que são impossíveis. Luta pela vida e respeita o teu corpo. Não desbarates as tuas energias e a tua alma naquilo que é fácil, que é agradável e te traz alegria instantânea. Nada na vida se consegue sem luta. Recorda para sempre esta verdade e abraça os desafios como oportunidades. Duvida dos elogios fáceis afasta-te de quem fala por falar e tem sempre a boca cheia de palavras cruéis sobre os outros. Não aceites as certezas da maioria. Luta pelo que acreditas, mesmo que te sintas só. Nada é tão importante como sermos verdadeiros connosco e olharmo-nos ao espelho e não termos vergonha do que vemos. Respeita a família. A tua e a dos outros. Respeitas os homens e as mulheres que encontras todos os dias, vergados ao trabalho, porque são esses que te merecem. Afasta-te sim de quem vive para as aparências, de quem julga o próximo, seja através da religião, do sangue ou de qualquer outra premissa.

Recorda-te que todos têm medo de algo, e não te envergonhes de dizer o que temes. Nunca mintas a ti próprio. Não te esqueças que no caminho da vida irás muitas vezes escorregar e cair. O que importa é como te levantas e, principalmente, quantas vezes levantas voo. Não te esqueças de amar perdidamente e chorar sem vergonha. Só quem pode saborear o que é grande, imenso e verdadeiro. Por último, nunca duvides que nenhum amor se compara ao que sentes pelos teus filhos. Que possas dizer no final da tua vida que fizeste tudo por eles sendo justo mas firme.E tudo terá valido a pena.



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Pensem nisto e que estes pensamentos vos ajudem na vossa vida.

Shakespeare - Sonnets 12

When I do count the clock that tells the time,
And see the brave day sunk in hideous night,
When I behold the violet past prime,
And sable curls all silvered o'er with white:

When lofty trees I see barren of leaves,
Which erst from heat did canopy the herd
And summer's green all girded up in sheaves
Borne on the bier with white and bristly beard:

Then of thy beauty do I question make
That thou among the wastes of time must go,
Since sweets and beauties do themselves forsake,
And die as fast as they see others grow,

And nothing 'gainst Time's scythe can make defence
Save breed to brave him, when he takes thee hence.

William Shakespeare

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Poesia do dia

Quando mo vieram contar, senti o frio
Gustavo Adolfo Bécquer

Quando mo vieram contar, senti o frio
de uma lâmina de aço nas entranhas;
apoiei-me no muro e um momento
perdi a consciência de onde estava.
A noite abateu-se em meu espírito;
em ira e piedade afogou-se-me a alma;
e então compreendi porque se chora,
e então compreendi porque se mata!

Passou a noite de sofrimento...a custo;
pude balbuciar breves palavras...
Quem me deu a notícia?...Um bom amigo...
Fazia-me um favor. Rendi-lhe graças.


Shakespeare - Sonnets 13

O that you were your self, but love you are
No longer yours, than you your self here live,
Against this coming end you should prepare,
And your sweet semblance to some other give.

So should that beauty which you hold in lease
Find no determination, then you were
Your self again after your self's decease,
When your sweet issue your sweet form should bear.

Who lets so fair a house fall to decay,
Which husbandry in honour might uphold,
Against the stormy gusts of winter's day
And barren rage of death's eternal cold?

O none but unthrifts, dear my love you know,
You had a father, let your son say so.

William Shakespeare

quinta-feira, dezembro 23, 2010




Para todos os meus amigos, para os colegas de trabalho, e restantes conhecidos, desejo um Natal muito feliz, com paz, amor, saúde e muita alegria. Que nas vossas casas e famílias a crise não se sinta muito. E que o verdadeiro espirito de Natal habite em vós todo o ano!

Shakespeare - Sonnets 14

Not from the stars do I my judgement pluck,
And yet methinks I have astronomy,
But not to tell of good, or evil luck,
Of plagues, of dearths, or seasons' quality,

Nor can I fortune to brief minutes tell;
Pointing to each his thunder, rain and wind,
Or say with princes if it shall go well
By oft predict that I in heaven find.

But from thine eyes my knowledge I derive,
And constant stars in them I read such art
As truth and beauty shall together thrive
If from thy self, to store thou wouldst convert:

Or else of thee this I prognosticate,
Thy end is truth's and beauty's doom and date.

William Shakespeare

domingo, novembro 21, 2010

Alma e os Mistérios da Vida



Todos os que me conhecem sabem que eu adoro ler, e este ano em que fui forçada a tirar uma licença sebática da minha vida académica, aproveito para devorar todo o tipo de livros aos quais consigo deitar a mão. Sinto que estou numa corrida frenética para conseguir ler tudo no mínimo de tempo possível como se a minha vida se escoasse sem que eu alcançasse as metas a que me proponho… Sei que é irracional, mas não consigo o evitar… De qualquer modo, estou a divagar e a fugir do que interessa.
O que me interessa falar é do último livro que li, Alma e os mistérios da vida por Luisa Castel-Branco. A vontade de ler este livro surgiu desde da primeira vez que ouvi a autora a falar do seu romance de estreia e desde do primeiro momento fiquei curiosa e com vontade de julgar por mim mesma a qualidade ou não desta personalidade, porque se por um lado admiro esta capacidade de alguém conseguir se dividir e que nem homem renascentista, ser excelente e talentoso em mais do que uma área, no nosso país desconfio muito da qualidade selectiva dos editores do que é ou não literatura de qualidade. Ou seja, e para me explicar melhor, nós os portugueses somos um povo de poetas e temos muita gente com talento mas que raramente é reconhecida e valorizada. E outros que porque têm um nome sonante, ou participaram num ou noutro reality show vêem o seu trabalho publicado independentemente da sua qualidade. É triste mas é este o mundo em que vivemos hoje em dia.
Mas voltando ao Alma e à Luisa Castel-Branco, devo dizer que gostei muito da história e surpreendeu-me da primeira à última página. Basicamente fala da vida de uma menina muito estranha e inteligente, que tinha contacto com o outro lado da vida, a morte e que teve um começo de vida de rejeição da família de origem, mas que foi bafejada pela sorte quando uma senhora se apiedou dela e trouxe-a para uma vida mais que de conforto de amor verdadeiro.
De qualquer modo, é uma leitura que recomendo com veemência. E já que estamos numa de recomendações, aconselho também a lerem E Depois… de Guillaume Musso, que fala da vida da morte e do poder das nossas acções e do amor.

Soneto do dia de Shakeaspeare:

8. Music to hear, why hear'st thou music sadly?
Sweets with sweets war not, joy delights in joy.
Why lovest thou that which thou receivest not gladly,
Or else receivest with pleasure thine annoy?
If the true concord of well.tuned sounds,
By unions married, do offend thine ear,
They do but sweetly chide thee, who confunds
In singleness the parts that thou shouldst bear.
Mark how one string, sweet husband to another,
Strikes each in each by mutual ordering;
Resembling sire and child and happy mother,
Who, all in one, one pleasing note to sing:
Whose speechless song, being many, seeming one,
Sings this to thee, 'Thou single wilt prove none.'

Incertezas



Vivo o presente em sobressalto
Da dúvida e do medo
Faço o meu assalto
À paz, ao sossego
Não sei o que aí vem
No meu futuro
Vejo um túnel negro
Que me sufoca e aprisiona
Que me afoga e me mata aos poucos
Mas numa ínfima parte
Eu guardo uma luz
Uma esperança que a mudança
Ainda que forçada seja
A bonança chegada
E há milénios esperada.
Mas como está escrito
Pelas musas do destino
Tudo tem de piorar
Antes que possa melhorar…


Inês d'Eça a 31 de Maio de 2010 às 23:51

Soneto do dia de Shakeaspeare:


7. Lo, in the Orient when gracious light
Lifts up his burning head, each under eye
Doth homage to his new-appearing sight,
Serving with looks his sacred majesty;
And having climb'd the steep-up heavenly hill,
Resembling strong youth in his middle age,
Yet mortal looks adore his beauty still,
Attending on his golden pilgrimage;
But when from highmost pitch, with weary car,
Like feeble age, he reeleth from the day,
The eyes, ' fore duteous, now convert are
From his low tract and look another way;
So thou, thyself outgoing in thy noon,
Unlookt on diest, unless thou get a son.

sábado, maio 08, 2010

Há dias....



Há dias em que a luta é difícil demais, há dias em que a vontade de lutar desapareceu. E nesses dias, ainda sem forças, ainda sem vontade, luto, e luto para não me afogar no desespero. E depois…

Há dias em que me lembram o porquê da minha luta, que me dizem que o meu sofrimento serve para alguma coisa, nem que seja para servir de exemplo a todos aqueles que desanimam perante as dificuldades da vida.

Não que eu tenha pretensões de ser o modelo de alguém, sou pequenina e falha demais para tal.

No entanto, nestes dias sinto-me bem por ser como sou, nestes dias fico feliz por ser tão forte, que quase nada me derruba, resumindo…

Há dias em que me orgulho de ser quem sou: uma guerreira !!!


Pensamentos inspirados a 27.02.2010

Soneto de Shakeaspeare do dia:

6. Then let not winter's ragged hand deface
In thee thy summer, ere thou be distill'd:
Make sweet some vial; treasure thou some place
With beauty's treasure, ere it be self-kill'd.
That use is not forbidden usury,
Which happies those tha pay the willing loan;
That's for thyself to breed another thee,
Or ten times happier, be it ten for one;
Ten times thyself were happier than thou art,
If ten of thine ten times refigure thee:
Then what could death do, if thou depart,
Leaving thee living in posterity?
Be not self.will'd, for thou art much too fair
To be death's conquest and make worms thine heir.