quarta-feira, setembro 09, 2026

  Post do dia 01/11/2019 postado originalmente às 14:56 no blog oceanodelivros

Desafio dos pássaros #8-“Escreve uma carta para a criança que foste"



Sou a do meio com franja esta foto foi da primária no Colégio Feminino Francês em Lisboa ,algures nos anos 80


Minha querida,
 
Há tanto tanto que te quero dizer que nem em 400 páginas caberia, quanto mais 400 palavras,por isso vou tentar resumir ao máximo aquilo que é fundamental que saibas desde já.
 
1º) Tu és muito mais inteligente do que te dás crédito, por isso pára já de te achares menos que os outros, e ainda que não fiques agarrada ao sucesso académico, aproveita o gosto pela leitura e não dependas de gostar ou não do professor para conseguires bom aproveitamento, cria o teu sucesso, investiga a matéria que não compreendas para seres capaz de fazer tudo o que quiseres, tu provaste isso na faculdade, por isso tu és capaz, provaste-o a ti mesma, mas para que não seja tudo tão esforçado começa agora a provar-te que és capaz.
 
2º ) Mantém esse coração generoso e empático porque é das maiores qualidades que tens mantido nesta tua vida. Não acredites cegamente nas palavras, mas vê os sentimentos das pessoas pelas acções, protege esse teu coração de lágrimas amargas que já chorámos, mas não te percas nem te envenenes.
 
3º) Nem tudo o que parece é, e por muito dura que seja esta verdade, aprende desde já que a tua força, o teu pilar, a única pessoa com quem podes contar és tu mesma, porque assim evitas tantas desilusões e rasteiras pregadas pela vida, e não estranhes, às vezes, quem mais amamos é quem mais nos desilude.
Por isso não te esqueças tu és um ser humano muito especial, és forte, guerreira, compassiva, inteligente, culta e sociável, não te menosprezes e quando a vida te abalar lembra-te do que te levou 42 anos a descobrir. E, mais importante, ama-te, ama-te muito, sempre.
Beijos, do teu eu maduro,
 
Inês d’Eça




terça-feira, setembro 08, 2026

 Post do dia 08/11/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros



Desafio dos pássaros #9-“Naked wake up "


Sentia o calor do sol a aquecer a pele e sorri ao sentir aquele calor bom do verão na pele, ao virar-me meio acordada senti areia a entrar pela minha boca adentro e juntamente com o estranhar de temperaturas de Verão em pleno Novembro despertou-me completamente, e para minha surpresa vi-me como vim ao mundo e fiquei em pânico.

 

Eu não fazia ideia de como tinha aparecido na praia nem de onde seria aquela praia. Mergulhei na água do mar para tirar a areia de orifícios que eu desconhecia ter e ao sair da água vi um baú um pouco mais à esquerda de onde acordara e sem conseguir compreender a estranheza de tudo aquilo dirigi-me ao baú e abri-o, foi difícil, aleijei-me e a dor garantiu-me que aquilo não era um sonho.

 

Para meu espanto encontrei o que se pode chamar um “kit salva-vidas” com um fato de banho (ao menos a ser resgatada não me veriam em pêlo), fósforos, rede de pesca, uma machadinha, uma mochila e uma rede de dormir, garrafas de água e instruções de como montar um abrigo e sobreviver numa ilha deserta.

 

Passei o resto desse dia a montar um acampamento minimamente seguro, a pescar e a defumar parte do peixe que pescara, e a comer o resto da pescaria. No dia seguinte, montei uma fogueira gigante para acender se passasse algum barco ou avião de modo a ser resgatada.

 

Ao terceiro dia, acondicionei o peixe defumado numas folhas de palmeira, meti 4 das garrafas de água na mochila e algumas bananas duma bananeira que havia junto ao meu acampamento e segui a linha da costa tentando simultaneamente ver se encontrava alguma população e medir o tamanho da ilha (se é que era uma ilha).

 

O tempo que me levou a percorrer a linha costal deu para ver que era uma ilhota pequena sem nada à volta além dum vasto oceano. O resto da tarde desse dia deu para explorar metade do interior da ilha onde encontrei uma cachoeira e um pequeno lago de água doce.

 

Só Deus sabia quanto tempo eu sobreviveria ali, mas um dia acordei no meu quarto com a marca da ferida do baú e sem entender o mistério vivido.


segunda-feira, setembro 07, 2026

    Post do dia 09/11/2019 postado originalmente às 19:08 no blog oceanodelivros


Livro: Shadowfell   Editora: Planeta     Autora: Juliet Marillier     Ano da 1ª Edição: 2012


Sinopse : Na terra de Alban, onde o jugo tirânico de Keldec reduziu o mundo a cinzas e terror, a esperança tem um nome que só os mais corajosos se atrevem a murmurar: Shadowfell. Diz a lenda que aí se refugia uma força rebelde que lutará para libertar o povo das trevas e da opressão. 

E é para lá que se dirige Neryn, uma jovem de 16 anos que detém um perigoso Dom Iluminado: o poder de comunicar com os boa gente e com criaturas que vivem nas profundezas do Outro Mundo. Será Neryn forçada a fazer essa viagem perigosa sozinha? Ou deverá, antes, confiar na ajuda de um misterioso desconhecido cujos verdadeiros designos permanecem por esclarecer? 

Perseguida por um império decidido a esmagá-la e sem saber em quem confiar, Neryn acabará por descobrir que a sua viagem é um teste e que a chave para a salvação do Reino de Alban pode estar nas suas próprias mãos.

Minha Opinião: Eu escolhi este livro para a 1ª categoria do #bookbingoleiturasaosol2019, em que o título tinha de possuir as letras S-O-L, e sendo um livro da minha escritora preferida e que eu tencionava reler por ter lido no ano da publicação e já não me recordar de nada.

A história acompanha a jovem Neryn, que vive em fuga pela sua vida, sobrevivendo como pode sem confiar em ninguém.

Nesta luta pela sobrevivência, ela vai descobrindo-se como uma luz de esperança para lutar pelo futuro sonhado para a terra.

No meio de tudo faz amizades improváveis numa terra em que a desconfiança impede a formação de laços naturais na família e comunidade e aprende que mesmo o mais miserável ser que nada tem sempre consegue dar algo de si, uma canção, um carinho, uma palavra, tudo serve quando é dado com amor e humildade. E isto foi uma das coisas de que mais gostei neste livro.

Não quero falar muito mais para não dar spoilers, mas recomendo a leitura e dei  🌟🌟🌟🌟🌟  bem gordas apesar de não ser a minha trilogia preferida da Juliet.

Ainda quero falar da capa. A Editora Planeta tem tido um cuidado maravilhoso com as capas dos livros da Juliet e este não é exceção. Neryn sozinha à beira de um lago, rodeada do verde da floresta, de costas, olhando para uma luz ao fundo. O que eu mais gosto nesta capa é o tom de verde, o azul da capa de Neryn e o lago tranquilo num mundo que sabemos, quer pela leitura do livro, quer pela sua sinopse, estar em caos.


domingo, setembro 06, 2026

   Post do dia 15/11/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros

Desafio dos pássaros – tema#10 - "Já Chegámos, já Chegámos"

                    


Quem via aquele casal sexagenário não podia imaginar que eram um casal desfeito há mais de 20 anos a quem na velhice havia sido dada a oportunidade de reviver o amor que os unira e que na verdade nunca morrera. Ambos refizeram nesses anos a vida com outras pessoas, um era agora divorciado, com filhos; o outro, viúvo. Por coincidência, ambos tinham ido àquele jardim tão importante na sua juventude para recordarem esse amor e, no momento seguinte, olhavam-se nos olhos e o coração falou por eles. Estiveram horas e horas a dividir culpas, a reconhecer erros e a validar aquela sensação de que algo inquebrável os unira durante as suas vidas paralelas.


 A dada altura ele diz:


— "Sabes o que eu sinto agora?"  — perante a muda interrogação dela, ele continuou. - “Sinto que nestes anos todos estive a fazer uma viagem interminável e que todo esse tempo eu só queria chegar a casa, e tu, meu amor, és a casa que eu sempre procurei, um dia tive e deixei fugir. Tu és a minha casa, ajuda-me ou deixa-me chegar a casa, eu fui demasiado cego para perceber que o meu lar sempre foste tu.”


Emocionada, ela respondeu-lhe:

— "E tu sempre foste o meu, sim, tens razão, foi uma viagem longa,tortuosa, com lindas paisagens e aventuras, mas também com momentos de medo e solidão, mas agora, e pelo tempo que ainda tivermos de vida, estamos juntos. Não percebeste que, na ânsia de chegar a casa, já chegámos, meu amor, já chegámos.”

 Inês d’Eça


sexta-feira, setembro 04, 2026

   Post do dia 24/11/2019 postado originalmente às 09:30 no blog oceanodelivros



Desafio dos pássaros #11-“Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação ”




Olá eu sou a Lili, tenho quase 16 anos e este tema caiu no colo da dona logo no dia em que a Veterinária sugeriu que antes de eu entrar em sofrimento deveria ser eutanisiada por isso embora hajam mais animais cá em casa outra cadela, a Mel, um cão o Fisher e uma gata enérgica de nome Alma, a cabeça e a rotina dos donos só estão viradas para mim pois infelizmente eu estou a morrer…

Tenho um sopro no coração e desde do mês passado fico volta e meia uma semana internada a soro, depois volto para casa passa-se uma duas semanas em que estou bem, depois passo dias a vomitar e volto a ficar internada e o meu corpo está a desistir, o meu coração já causou problemas renais e gastrointestinais, já estou com um ligeiro edema plumonar, e os donos resolveram que eu iria para casa até à próxima consulta, pois embora se tenham passado 12 anos desde que fui abandonada e o meu dono recolheu-me da rua eu vivia no pânico de novo abandono. Mas nesta casa só tive amor e cuidado.

 A dona trabalha fora, mas, conforme o horário, passeia pelos manos antes e depois do trabalho. O dono é o responsável pela medicação e por me alimentar, que eu já não como por mim. Perdi tanto peso que, se não fosse assim, não estaria ainda aqui.

 Eu vou vivendo cada dia como o milagre que é ainda cá estar, mas sei que os donos sofrem com a minha iminente partida, que nem este texto está a sair como a dona pretendia, mas o que importa é eu saber que fui amada e que eles estão a fazer tudo para que eu parta sem sofrimento e junto deles em casa como aconteceu ao Tico e não longe de casa a sentir novo abandono. Ainda assim, eu sei que tive mais sorte que muitos animais, que nunca chegaram a ter um lar ou amor depois de terem sido descartados pelos donos originais.

 Inês d’Eça

 




quinta-feira, setembro 03, 2026

  Post do dia 29/11/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros




Desafio dos pássaros#12 - Aqueles pássaros não se calam


Eu sei que sou eu que estou em falta, pois são quase 10 horas de domingo e não só não lhes enviei o texto # 11 dentro do prazo, como também nem sequer o publiquei ainda no meu próprio blogue (vou tentar fazer isso agora e compensá-los mandando os textos 11 e 12 juntos).

 

Mas por mais que lhes diga que, além da semana ter sido difícil, quando lerem o texto, vão perceber o porquê de me ter sido tão difícil cumprir este tema, já que, sendo a primeira vez que participo num desafio destes, quis guardar os textos que fiz e este, em particular, é um texto que vai magoar o meu coração por muitos anos depois do término deste desafio…Aqueles pássaros não se calam a dizer que os prazos são para cumprir; não seria um desafio se fosse fácil e, se uma pessoa assume compromissos, deve cumprir com os mesmos ou não os assuma.

 

Enfim… já estão a ver a cena. A verdade é que eu estou grata por este desafio e gostava de chegar até ao fim do mesmo, pelo que espero que a pássarada me perdoe, continue a mandar temas e a postar os meus textos no blog dos pássaros, seja como for, tem sido uma viagem e uma experiência gratificante com emoções diversas. Por favor, pássaros, não me cortem as asas da imaginação...

 

 

Inês d’Eça

quarta-feira, setembro 02, 2026

 Post do dia 06/12/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros


Desafio dos pássaros#13 – Reescreve o final de um filme (ou uma série) – Guerra dos Tronos (será que consigo em menos de 400 palavras?)


Quando Tyron e Jon Snow foram a julgamento, o Tyron revelou a verdade das origens de Jon Snow, revelou igualmente que, para Jon, o acto de matar Daenerys foi uma escolha difícil entre amor e dever, já que ela se havia transformado na ditadora que queria erradicar e que, com isso, mostrou ser mais filho de Ned Stark (que fez o que fez em nome da honra,dever e família) do que um Targaryen. Terminou o seu discurso com aquela frase que o povo gosta de historias e lendas e assim haviam dois possíveis reis para Westeros que tinham historias fantásticas de apaixonar o povo: Bran o Quebrado, que era a memória do Primeiros Homens, o Corvo de três olhos, e Jon Snow criado como bastardo, filho de duas casas importantes, Tageryan e Stark, Comandante da NightWatch,, pelo senhor da Noite, e responsável pela morte do rei da noite às mãos de Arya Stark. Afirmando ainda que nenhum dos dois desejava a coroa e o poder e por isso mesmo qualquer um deles seria a escolha ideal.

Assim, houve uma votação das casas dos sete reinos e foi decidido que Jon e Bran dividiriam o reinado, garantindo assim que existiria um equilíbrio e não surgiriam novos ditadores quebrando a roda do poder. Sansa declara a independência do Norte e é rainha desse Reino. Arya funda uma escola de soldados de elite mista para fornecer homens e mulheres para a muralha (mandada reconstruir por Bran na eventualidade do retorno do Rei da Noite) e para a guarda-real, ficando a viver perto dos seus irmãos, os reis de Westeros. Tyron é condenado a ser conselheiro dos dois reis de forma a se redimir dos erros do passado. Os Imaculados voltam as costas a Westeros e partem com os Dothraki para parte incerta. O fantasma é trazido do norte para Porto Real e fica com Jon Snow.

 

(Talvez este final não faça muito sentido e não fuja muito do final que vimos mas foi mais para dar a meu ver um final mais feliz para Jon, e Arya, duas das minhas personagens preferidas)

 

Inês d’Eça

 

Post-scriptum: Sei que alguns nomes podem estar mal escritos e peço a vossa tolerância e perdão porque não tive tempo de pesquisar os nomes dos quais estava em dúvida, mas como a maioria certamente conhece a série, não vão ter problemas em identificar de quem estou a falar.