quarta-feira, agosto 19, 2026

 

 Post do dia 05/11/2022 postado originalmente ás 20:49 no blog oceano de livros



Perdão



Eu tenho estado muito preguiçosa e não tenho actualizado este meu blogue literário pois durante muito tempo senti-me sem paciência e vontade sequer de abrir o computador para vir actualizar o blogue. Já passamos 2021, estamos já no sexto mês do ano 2022, e pelo caminho ficou a contagem exacta de quantos livros li, deixei de ler e muito menos sei a quantas ando dos livros de boa ou má qualidade, mas prometi a dois autores portugueses que lhes escreveria a minha opinião dos seus livros e com o sem vontade eu tenho de o fazer. Agora o que será o resto do ano 2022 no que respeita a minha leitura e criticas, não quero fazer novas promessas que depois não seja capaz de cumprir, e ainda mais agora que desde Janeiro tenho um portátil novo no qual dá muito prazer escrever, ou seja, ando a ficar sem desculpas para não escrever mais amiude neste blogue. Neste momento, já começou a V Edição do livro secreto e, embora não tenha ainda recebido o livro que me compete este mês chegar ás mãos, eu queria pelo menos escrever aqui a critica dos livros lidos neste projecto. A ver se consigo cumprir. De qualquer modo, os proximos dois posts, que vão ser feitos imediatamente a seguir a este, vou fazer a critica do Segredo Mortal de Bruno M. Franco (aviso já que está para breve a saída do segundo volume desta saga/trilogia, e o Bruno já postou no Facebook que o terceiro volume também já está escrito, por isso fiquem atentos a novidades) e do Vidas de Bruma de Avelino Rosa. 

Bora que se faz tarde. 


 

 Post do dia 05/07/2022 postado originalmente ás 21:04 no blog oceano de livros



Segredo Mortal de Bruno M. Franco, livro #83 de 2021


Livro #83 de 2021: O Segredo Mortal de Bruno M. Franco  🌟 🌟 🌟 🌟 🌟

Edição: Cultura Editora Autor: Bruno M. Franco Ano da 1ª Edição: Março de 2021 Páginas: 486 páginas Formato e língua em que foi lido: Livro físico e em português

Sinopse: Um projecto secreto. Um assassino contratado. Um homem acusado de crimes que não cometeu. 

Na véspera de Natal, cheias massivas submergem o centro de Lisboa, causando danos incalculáveis e centenas de mortes. Designada por Desastre de Lisboa, a catástrofe é atribuida ao aquecimento global. 

Mas terá resultado realmente das alterações climáticas? 

Um cenário aterrador é descoberto numa praia. Chamados a intervir, Leonardo Rosa e Marta Mateus, inspectores da Policia Judiciária, deparam-se com a mais tortuosa perversidade: 

Um puzzle Humano.

Iniciando uma caça ao homem, descobrem o perfil de um assassino, perigoso e inteligente, que desafia as capacidades dos inspectores. Assombrado pelos próprios fantasmas, Leonardo Rosa terá de ultrapassar barreiras para conseguir chegar á verdade: 

A descoberta de um Segredo incrível. 

Entretanto, um jovem recém-licenciado é acusado de dois crimes que ele jura não ter cometido. Encurralado, decide fugir e provar a sua inocência, mas logo se envolve numa teia de acontecimentos que leva a uma conclusão terrível: 

Matar é a única forma de sobreviver.

Em busca de justiça e da verdade, vários acontecimentos sagrentos levam os inspectores e o jovem a embrenharem-se na maior conspiração de todas.

Conseguirão sair dela vivos?


Opinião: 

Livro #83 de 2021:

Antes de qualquer coisa, quero deixar algo bem claro: FAÇAM UM FAVOR A VOÇÊS MESMOS E LEIAM ESTE LIVRO, juro que NÃO SE VÃO ARREPENDER.

Este ano de 2021 descobri que contrariamente ao que eu pensava, os novos autores portugueses estão bem e recomendam-se, e no meio de tantos novos e bons talentos, um nome vai de certeza se destacar: Bruno M. Franco.  Este rapaz (na verdade, um trintão, mas dada a nossa diferença de idades, ele para mim será sempre um rapaz, por isso quando assim o chamo é com o máximo de respeito e carinho) é uma promessa de sucesso no panorama dos novos escritores portugueses.

Embora eu não tenha preferência por Thrillers como género literário, mas volta e meia até gosto de ler este género e no caso deste Segredo Mortal  é uma leitura fluida e que nos deixa sem fôlego com sempre qualquer coisa a acontecer, e com twists inesperados e surpreendentes e o Bruno construiu personagens que nos ficam na memória e coração, das quais queremos saber sempre mais e acompanhar por muito tempo. E alegrem-se que algures em 2022 sairá um novo livro do Bruno onde reencontraremos os detectives Lourenço Rosa e Marta Mateus. Acho que ficou bem claro se recomendo ou não este livro de 5 🌟

 

segunda-feira, agosto 17, 2026

Adeus Definitivo ao meu blog do Sapo

      






    No inicio deste ano fui confrontada com o encerramento dos blogs do sapo, onde eu tinha um blog exclusivamente sobre livros, com a indicação de acesso disponível até  Novembro de 2026, contudo hoje tentei abrir o blog para continuar a "resgatar" individualmente post a post (no dia em que soube a notícia o sapo não disponibilizava a possível migração de blog, que entretanto já disponibiliza, contudo eu já não  tinha acesso tenho acesso ao mesmo) logo o ultimo post que “salvei” data de 05/07/2022, e será o primeiro que postarei a partir da amanhã, tentado postar um por dia até chegar ao primeiro post do sapo, após o qual irei retomar as normais postagens de leituras, cronicas da vida e o que me aprover.

 

 

Fiquem bem, boas leituras e sonhos oceanicos...

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Falando de Amor


Eu Sei Que Vou Te Amar
(Ana Carolina)(António Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda a minha minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou

Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida.

A boa filha á casa torna ou o regresso da filha pródiga ao seu primeiro blogue.

Sei que muitos anos se passaram e nunca mais actualizei nem este blogue ( quer com crónicas da minha vida privada, quer com criticas a livros (acabo por usar mais o goodreads para isso) quer ainda com o desenvolvimento de histórias, ou poemas e sinceramente, não quero agora entrar nessas razões, nem isso agora é importante. Contudo, o meu segundo blogue (Oceano de livros.blogs.sapo.pt) tem um fim anunciado por iniciativa do proprio site, e embora, também nele eu não escreva há anos, vou tentar daqui para a frente voltar a activar este blogue com tudo o que realçava no blogue anterior. Como os meus conhecimentos informáticos para fazer a junção dos dois blogues num só, vou aqui publicando os posts do oceonodelivros, do mais antigo para o mais actual, desta feita só em português porque vi que o trabalho de fazer o blogue bilingue é superior não só ao tempo disponível, mas também á energia que já não é a mesma nem dos trinta e muito menos dos 20 anos. Mas a vida é feita de mudanças e esta será apenas mais uma. Quando conseguir passar todos os textos do outro blogue para cá, irei avisar-vos para contarem que os post mais recentes serão actualizações dos livros que estiver a ler nesse momento, e se houver lugar a novas crónicas da vida privada, ou outras temáticas que me toquem o coração e a alma. Não quero, como no passado prometer mais regularidade e não cumprir, contudo, tenho sentido falta deste exercício de escrita, desta partilha, e até de certa forma, quem sabe se a partilhar novamente com vocês eu deixe morrer este sentimento de solidão acompanhada que ultimamente tem me acompanhado. Um beijo, obrigada por me lerem, se já são "habitués" sejam igualmente bem vindos de volta, se são novos aqui e fazem parte das pessoas que recentemente se juntaram á minha vida, pessoal ou profissional, bem-vindos, espero que gostem deste meu canto, e por favor comentem muito, sempre, divulguem, e divirtam-se. E se algum livro cuja critica aqui exista, vos despertar curiosidade, então, leiam e digam se gostaram tanto, mais ou menos do que eu... keep well e boas leituras

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Nostalgia


Hoje tive de passar por dentro da área comercial da estação de metro do Campo Grande e no lugar da casa de chá velhinha que lá havia, estava prestes a abrir um novo espaço "Sabores do Metro", e logo me assaltou as memórias de tardes e manhãs passadas nas horas de furos com a "malta fixe" dos anos do secundário, o Pedro, a Tatiana, o Miguel, o Nuno, a Sandra, a Leonor, e eu (que me sentia mais como penetra do que realmente desejada) e as conversas que lá tinhamos enquanto devorávamos os maravilhosos croissants, ex-libris da casa, e relembro o prazer que sentia quando partilhava com eles a cumplicidade das conversas que lá surgiam.

Se me perguntarem hoje não sei dizer o tema de nenhuma das conversas, mas ver desaparecido um dos nossos poisos do liceu deu um nó e uma nostalgia incomparáveis. E claro saudades daquelas mesas redondas, em especial a do canto usada por nós, dos croissants e das chávenas de chá amarelas da Lipton. E apesar de todo o ciclo do secundário já ter terminado há muito tempo atrás, não pude deixar de ver esta situação como um final definitivo de tudo o que vivi na adolescência, e naturalmente este pensamento também me gera nostalgia.

Não podemos nunca pedir ao tempo que volte atrás, e sempre surgirá momentos passados dos quais teremos saudades, e em boa verdade eu sinto que tenho muito mais flashbacks de momentos que do que as reais memórias desses momentos, pois na minha mente vejo tudo difuso, meio distorçido e a cor sépia.

Mas ainda assim é algo triste ver desaparecer um local que de algum modo nos foi especial, por isso, pequenina casa de chá do metro adeus e obrigada pelos momentos passados com os meus colegas fixes do secundário...

sexta-feira, janeiro 18, 2019

A Vida é uma viagem


Dói-me na alma o cansaço
Do dia, dos anos, do espaço
Vazio do coração
Mortiço o olhar
De onde espero o brilho
Não sei se choro, se rio
Se vivo esperando o estio
De meu pouco ou nada
Retenho
Nos livros me escondo
E procuro
Talvez na esperança vã
De a paginas soltas
Encher a minha vida
De carinho e colo vazia
De sonhos adiados quiçá derrotados
Levo essas dores na bagagem
Mas ando sempre em frente
Pois a vida é uma viagem...

Inês d'Eça
17.01.19

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Fim de Ano = Época de Balanço



Em geito de revista de ano, neste fim de 2018, revisito o que vivi, as coisas boas e as coisas más e agradeço por tudo o que vivi, e sou sincera a dizer que de facto este ano me senti verdadeiramente grata de tudo, e posso dizer que as palavras-chave que marcam o meu ano de 2018 são Gratidão, Tranquilidade e Maturidade.

Nas coisas boas recordo a operação ao ouvido que me fez melhorar a qualidade de vida, pois o meu ouvido direito estava muito limitado no som que ouvia o que diminua a minha qualidade de vida e de trabalho já que no atendimento ao público precisamos de ouvir perceber as pessoas que atendemos. Recordo o Natal do Ano do Ano 2017, onde pude pela primeira vez passar com a minha "nova" família e onde pude conhecer finalmente os meus sobrinhos, dois jovens de vinte e poucos anos, que embora possam não precisar de mim, com quem não posso fazer programas de tia, porque já têm os seus próprios programas e vidas, mas que me deixaram orgulhosa das pessoas que são e que podem sempre contar comigo quando precisarem, pois estou aqui para eles. Recordo o bebé da minha amiga R. que nasceu em Setembro e que completou em amor e beleza uma familia que já tinha muito de belo. Recordo o reencontro com uma colega do 5º ano, em quem por várias vezes pensava em como e onde estaria, graças ao facebook (está a faltar o reencontro em pessoa, não é S.B.?). Recordo quem me acompanhou de um modo ou de outro no que foi os piores dias deste ano. Recordo a conquista do meu Black Beauty, algo há tantos anos desejado e só alcançado aos 40, mas que foi a primeira coisa que conquistei com sacrificio, o que aconteceu pela primeira vez na minha vida, já que anteriormente os sacrificios eram feitos apenas para sobreviver. Recordo a maturidade tranquila dos 40 anos (ainda sem 1 cabelo branco ;-) ) e a sabedoria e aprendizagem que os 45/46 - quiça acabo antes das badaladas da meia-noite o que estou a ler agora - livros lidos este ano me trouxeram. Recordo os louvores obtidos no meu trabalho que provam que sou apreciada e competente e reconhecem o valor do meu trabalho e esforço diário.

Das más recordo primeiro a desilusão que tive com os pais, principalmente com a minha mãe, pois quando sabemos que fomos capazes de tudo pelo amor que sentimos por eles e que no fundo toda a nossa vida foi uma mentira e um engano, que nos faz duvidar das nossas certezas mais básicas, e juntamente com isto, a propria perda da minha mãe, na verdade foi como se a tivesse perdido duas vezes só num ano, pois primeiro perdi a ideia que tinha dela e do seu amor por mim, e depois perdia porque partiu, talvez até por vontade própria, porque não entendeu que as escolhas que fiz foram para o seu bem-estar e segurança, e sei que mesmo magoada e desiludida, não deixei de a amar, nem deixo de a amar agora, e até depois da morte dela ainda fiz mais por ela e consegui deixá-la descansar onde penso que ela gostaria de ficar, na terra dela, com os pais e o tio de quem ela tanto gostava. Recordo a solidão e o vazio da real orfandade em que me encontro, embora muitas vezes sinta que fiquei orfã duma mãe de quem fui mais mãe que filha, o que equivale a dizer que me sinto orfã de filha, se é que me conseguem entender. Recordo as tristezas que de vez em quando me visitam mas que eu sinto que vou conseguindo manter controladas por enquanto...

Nem tudo foi bom, nem tudo foi mau, mas tudo valeu a pena.

E que o novo ano me traga novos livros, novas aprendizagens, novos sorrisos, novas lágrimas, novas pessoas e novos crescimentos, e a paz de espírito para saber viver com o que vier a surgir.

E se alguém aí desse lado tiver lido estas mal amanhadas linhas, tenha um ano de 2019 de conquistas, crescimento e paz. Sejam felizes...

Ocean Dreams from dolphin_star...

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Revisitando um poema de outro poeta, enquanto a poetisa em mim vive adormecida


Deito fora as imagens,
Sem ti para que me servem
as imagens?

Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.

Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.

Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.

Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.

Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.

Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.

E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.

By Raul Carvalho