quarta-feira, setembro 02, 2026

 Post do dia 06/12/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros


Desafio dos pássaros#13 – Reescreve o final de um filme (ou uma série) – Guerra dos Tronos (será que consigo em menos de 400 palavras?)


Quando Tyron e Jon Snow foram a julgamento, o Tyron revelou a verdade das origens de Jon Snow, revelou igualmente que, para Jon, o acto de matar Daenerys foi uma escolha difícil entre amor e dever, já que ela se havia transformado na ditadora que queria erradicar e que, com isso, mostrou ser mais filho de Ned Stark (que fez o que fez em nome da honra,dever e família) do que um Targaryen. Terminou o seu discurso com aquela frase que o povo gosta de historias e lendas e assim haviam dois possíveis reis para Westeros que tinham historias fantásticas de apaixonar o povo: Bran o Quebrado, que era a memória do Primeiros Homens, o Corvo de três olhos, e Jon Snow criado como bastardo, filho de duas casas importantes, Tageryan e Stark, Comandante da NightWatch,, pelo senhor da Noite, e responsável pela morte do rei da noite às mãos de Arya Stark. Afirmando ainda que nenhum dos dois desejava a coroa e o poder e por isso mesmo qualquer um deles seria a escolha ideal.

Assim, houve uma votação das casas dos sete reinos e foi decidido que Jon e Bran dividiriam o reinado, garantindo assim que existiria um equilíbrio e não surgiriam novos ditadores quebrando a roda do poder. Sansa declara a independência do Norte e é rainha desse Reino. Arya funda uma escola de soldados de elite mista para fornecer homens e mulheres para a muralha (mandada reconstruir por Bran na eventualidade do retorno do Rei da Noite) e para a guarda-real, ficando a viver perto dos seus irmãos, os reis de Westeros. Tyron é condenado a ser conselheiro dos dois reis de forma a se redimir dos erros do passado. Os Imaculados voltam as costas a Westeros e partem com os Dothraki para parte incerta. O fantasma é trazido do norte para Porto Real e fica com Jon Snow.

 

(Talvez este final não faça muito sentido e não fuja muito do final que vimos mas foi mais para dar a meu ver um final mais feliz para Jon, e Arya, duas das minhas personagens preferidas)

 

Inês d’Eça

 

Post-scriptum: Sei que alguns nomes podem estar mal escritos e peço a vossa tolerância e perdão porque não tive tempo de pesquisar os nomes dos quais estava em dúvida, mas como a maioria certamente conhece a série, não vão ter problemas em identificar de quem estou a falar.



terça-feira, setembro 01, 2026

  Post do dia 15/12/2019 postado originalmente às 16:16 no blog oceanodelivros

Tema#14 desafio dos pássaros- Não Nasci para isto


Não nasci para isto

Grita-me o cérebro

Cansado de pensar sobre os

Desafios que me lançam

Os possuídos dos pássaros

 

Não nasci para isto

Gritam-me os olhos

Fartos das 20000 páginas lidas

Em 66 livros só neste ano

 

Não nasci para isto

Gritam-me os ombros, as costas

Do peso de calhamaços de mais de 700 páginas

 

Não nasci para isto

Grita-me o sapo

Que lhe dei um blog de livros

Onde muitos aguardam a crítica

E onde ninguém participa no desafio

Que criei de leituras invernais

 

Não nasci para isto

Grito em silêncio eu ao mundo

Que queria ter vida para ler todos

Os livros bons do mundo

E nem metade deles os posso comprar

É a minha vida

Mas definitivamente eu não nasci para isto..

 

Inês d’Eça


segunda-feira, agosto 31, 2026

 Post do dia 20/12/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros


Desafio dos pássaros #15 –O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana. Descreve uma dessas entrevistas na perspectiva do recrutador de recursos humanos: A Rena Rudolfo.

O nome era Nicky Kringle, e eu estava à espera de mais um gordo bêbado com tendências pedófilas, mas o que surgiu foi algo inesperado, no mínimo. Ela, sim, ela, era uma mulher pequena,os olhos enormes e um sorriso caloroso,vestida de branco e dourado. Pensando que ela se enganara, esclareci que esta sala era para entrevistas de pais natais, e se a visão dela me espantou, mais surpreso fiquei com a resposta que ela me deu:

- “ Eu sei que não correspondo à imagem tradicional de um Pai Natal, e se me deixar expor a razão pela qual acho que posso ser uma boa aposta numa nova geração de Pais Natais, talvez possa não só ter encontrado o seu PN como venha a concordar comigo.”

Curioso, ouvi-a.

-”Para começar, falo do facto de ser mulher e pouco ortodoxa. Segundo uma pesquisa de opinião a imagem do verdadeiro Pai Natal – o que se vai reformar agora - está degradada quer pelos comerciais de refrigerantes, pelos falsos e duvidosos pais natais que se vê nos centros comerciais e pela fobia do politicamente correcto que acha suspeito a aproximação de crianças e adultos, e cada vez menos adultos promovem a magia do Natal no imaginário das crianças, o que torna o Natal mais triste e consumista, e menos crianças têm fé no Pai Natal. Eu pretendo mudar isso em três fases: 1 – Aumento da Magia do Natal; 2 – Maior controlo das crianças boas e más e com programas de incentivo ao bom comportamento e à generosidade; 3 – Uma resposta rápida e pessoal a cada criança que escreve ao Pai Natal. O 1º passo passa por cada criança ter apenas um presente especial que não é comprado pela família, com uma cartinha pessoal a lembrá-la do significado do Natal e como resposta à carta pensada ou enviada. O segundo passo é um conjunto de Apps para registar as tropelias de cada criança e analisar a motivação psicológica por trás de cada acto, criando soluções personalizadas, e aumentando a taxa de bons comportamentos, escusado será dizer que estas Apps foram desenvolvidas por mim e pode ver neste tablet também a simulação da entrega das prendas por drones, bem como os gráficos estimados dos resultados destas alterações.”

Não tive outra opção senão contratá-la.

 

Inês d’Eça

 

  Post do dia 03/01/2020 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros




Desafio dos pássaros#16–Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer


Na infância queria crescer

Ser adulta forte e independente viver

Na adolescência pensei descobrir

O propósito de existir

Mas nada veio a passar

Como acalentou o meu sonhar

Ainda assim tentei manter viva

Dentro de mim a criança

Para ter fé e esperança

E força para tudo enfrentar

Mas sobre a vida adulta:

Por mais que o cérebro gere sinapses,

Ainda não entendi o que é para fazer..

 

Por que sem nada atingir

Sem nada a mostrar

Limito-me a viver…

Quiça com fé num novo

Começar e vá um dia chegar

Que eu entenda o que vim cá fazer

Como adulta, como mulher, como ser

 

Inês d’Eça






domingo, agosto 30, 2026

 Post do dia 10/04/2020 postado originalmente às 11:18 no blog oceanodelivros

  



 Venho aqui pedir desculpa porque, como disse à Magda Pais, eu não ia ter autodisciplina para escrever a cada livro lido e a prova é que depois do desafio de escrita dos pássaros nunca mais vim aqui escrever. Esperemos que com a entrada do novo ano (eu sei, já estamos em abril, já passou o Natal, o Ano Novo e o Carnaval e estamos em plena Páscoa - felizes todos os eventos festivos que já atravessaram 2020) eu consiga ser mais regular e finalmente criticar todos os livros que lerei a partir de agora. Vou reler o livro da Ann Yeti para lhe fazer a crítica que lhe devo como deve ser. Entretanto, estou em tantos projectos de leitura que, se paro para pensar, fico tonta. Não completei o meu projecto de Inverno á lareira mas quero ler todas as categorias desse projecto até final de 2020, entretanto estou a fazer o desafio da Maria João Covas  #LivrosGosto e #alervamoschamaraaprimavera2020 e da Maria João Diogo, meti-me quando já me tinha inscrito noutro bookbingo ( que desta vez é feito por outra menina e que se calhar é o projecto que menos me preocupa falhar) no desafio MANGALIPAMANIA, das meninas booktubers que sigo há alguns meses Filipa #filipab0oks e da Manganet #manganet e #manganetyoutube que espero que me ajude a dar vazão á lista interminável de livros quer virtuais quer fisicos e ainda um outro projecto meu de ler um livro de Fredrick Backman em que a ideia é ler um  livro por mês, iniciando agora em Abril, e terminando, para quem lê quer em português quer em inglês em Setembro. A ver, vamos. De momento estou a ler ao mesmo tempo o Zorro de Isabel Allende para a Primavera como livro da letra I e do meu projecto Fredrick Backman Um homem chamado Ove, são os livros que penso serem os próximos a criticar por aqui.     

Espero desta vez cumprir e quero agradecer a quem me lê desse lado e não se esquece de mim e ainda tem a boa vontade de ter paciência para esperar por novos posts. Estou-vos imensamente grata. 

Fiquem bem, fiquem em casa se puderem e cuidem-se. Saúde e Feliz Páscoa. 


sábado, agosto 29, 2026

  Post do dia 28/04/2020 postado originalmente às 08:15 no blog oceanodelivros




A Loucura da Mangalipamania - #EusouteamManga


    Bem, o que é esta loucura da Mangalipamania ? É nada mais nada menos que a derradeira competição de leitura, e é a mais louca competição de leitura que possam imaginar, e ainda assim ficam aquém de real compreensão deste fenómeno. Como começou? Duas booktubers portuguesas, a Manganet #canal de YouTube da Manganet e a Filipa #filipabo0ks , resolveram no mês de março lançar uma competição entre ambas para ver quem lia mais páginas e, simultaneamente, se davam vazão à lista de livros em comum que tinham por ler nas prateleiras. O que elas não podiam sonhar era que esta competição de ambas assaltou de tal modo a internet, fez uma tempestade, um furor, como quiserem chamar, que de imediato várias vozes se alevantaram nestas comunidades tugas ligadas aos livros a querer participar. E como estas duas miúdas são umas queridas resolveram abrir então em Abril de 16 a 30, esta competição a quem se quisesse inscrever, e para seu espanto e gládio da comunidade de seguidores delas e leitores portugueses, acabaram com 176 inscrições, e foi necessário dividir esta gente toda em duas equipas, #teamlipa e #teammanga, sendo naturalmente a teamlipa liderada pela Filipa  e a teammanga pela Manganet, eu obviamente como podem ver na imagem do nosso cracha de equipa sou #teammanga. E devo vos dizer que AMO esta competição de tal maneira que vou competir comigo mesma, nestes moldes, que já explico mais à frente, nos próximos 4 meses, de modo a correr as minhas estantes físicas e virtuais o mais rapidamente possível para separar o trigo do joio e só manter o trigo de bons livros, dos quais não me quero separar por nada. De certeza que, quando elas criaram isto, não pensavam afectar assim tanta gente. Enfim. 
    Agora falta explicar em que consiste esta competição. Cada pessoa de cada equipa tem um recipiente, seja ele um frasco, um pote, uma caneca, uma caixa com 16 papelinhos que correspondem a 16 desafios para serem cumpridos diariamente nos 15 dias do desafio. No último dia, é suposto haver um desafio a mais para não haver certezas absolutas sobre qual será o desafio do último dia. A Cada desafio cumprido somamos páginas á nossa equipa, já que o objetivo final é saber que equipa leu mais páginas e se divertiu a fazê-lo, a cada desafio perdido retiramos 20 páginas e há três desafios com * que permitem duplicar o número de páginas lidas nesse dia, se a chefe de equipa receber um vídeo com o nosso desafio a ser cumprido. Temos ainda duas ajudas: 1 - Mandar o desafio para a equipa adversária e a 2 - Trocar com alguém da nossa equipa. Na minha auto competição para os meses de Maio a Agosto não terei ajudas, e terei 130 desafios para sobrarem vários após os 122 dias de competição, a cada desafio falhado retiro as mesmas 20 páginas e a cada cumprido acrescento 5. 
Infelizmente isto já vai acabar dentro de dois dias e a nostalgia pelas conversas, surpresas, interajuda na equipa que foi fantástica, quem não participou não consegue, mesmo vendo os blogs de cada semana, vendo as stories no instagram, as fotos no Facebook, lendo o meu blog ou o dos outros participantes desta aventura, perceber a enormidade do evento especial em que participamos, e que me perdoem os pássaros, isto para mim ainda foi maior que os desafios de escrita criados pelos pássaros (ver posts antigos para saber o que foi o desafio de escrita dos pássaros). Mas em duas semanas eu li 14 livros, dei dnf a um ao fim da pág. 89 de 218. Li 3546 páginas e a minha equipa 300830 páginas. Ganhámos todos porque todos lemos mais do que o normal.
    Assim, quero agradecer a estas meninas muito especiais (como elas dizem: "vocês batem forte cá dentro") á minha extraordinária equipa por tudo, e tem sido um prazer e uma viagem fantástica estes dias com vocês.
Beijos,  boas leituras


sexta-feira, agosto 28, 2026

 Post do dia 29/07/2020 postado originalmente no blog oceanodelivros



Um fio de Sangue de Ann Yeti


 Autora: Ann Yeti

Editora: Emporium Editora

1ª Edição: Dezembro, 2018

Sinopse: Ela tem uma paixão secreta. Ele, um trauma profundo. Ambos ergueram barreiras dolorosas de transpor. A história de um amor maior que a vida.

"A obra de Um fio de sangue faz-nos mergulhar no desconhecido que leva ao amor, à fantasia e à entrega. A narrativa pauta-se pela intensidade de emoções, sensações, apelando aos nossos sentidos. A autora guia-nos na viagem surpreendente da relação entre os personagens principais. Uma história de desejo, fantasia, entrega e amor com um final de cortar a respiração.

                       Sofia Fonseca Costa (Emporium Editora)

Critica: 

Este livro foi-me enviado pela própria autora, a quem desde já agradeço a extrema simpatia. Trata-se duma primeira obra e, como tal, sendo de qualidade, tem ainda muita margem para crescimento, daí que esteja muito curiosa para ver a sua evolução no segundo livro que lançou recentemente, "Um Pingo na água", e que também aconselho a sua leitura. 

Voltando a este livro, nós acompanhamos a Joana, uma jovem que se apaixona à primeira vista por um bon vivant, Tomás, que tem medo de compromissos devido a um trauma do passado. Não há muito mais que possa dizer sem entrar em spoilers, mas digamos que a relação deles vai originar mais do que esperavam e o final vai surpreender. É um livro curtinho que se lê em poucas horas ( e não, não é necessário ser um speedy gonzalez da leitura como muita gente que conheço para tal) e que cada capítulo ora nos dá a visão da Joana, ora nos dá a visão do Tomás. Não só recomendo este livro e o segundo desta autora, como recomendo que  fiquem atentos a esta nova promessa no panorama da literatura portuguesa.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟


quinta-feira, agosto 27, 2026

 Post do dia 12/07/2021 postado originalmente ás 22:53no blog oceanodelivros


Leitura #43 de 2021: Beach Read

Edição: Peguim Random House Autor: Emily Henry

Ano da 1ª Edicção:2020 Páginas: 361paginas  Formato que li: e-book  Lingua em que foi lido : Inglês

Sinopse: Uma escritora de Romances que já não acredita no amor e um escritor de ficção literária preso num bloqueio envolvem-se num desafio durante todo o verão, que pode muito bem revolucionar tudo o que que acreditam sobre finais felizes.

Augustus Everett é um aclamado autor de ficção literária. January Andrews escreve romances com recordes de vendas. Enquanto ela orquestra finais felizes para sempre, ele mata todas as suas personagens.

São completamente opostos.

De facto, a única coisa que têm em comum é que para os próximos três meses, estarão a viver em casas de praia vizinhas, falidos e a enfrentar um grande bloqueio de escrita.

Até que, numa tarde preguiçosa, uma coisa leva a outra e estabelecem um acordo para os levar a ambos a ultrapassar os seus bloqueios: Augustus passará o Verão a escrever algo feliz, e January tentará escrever o próximo grande Romance Americano. Ela levá-lo-á a viagens de campo dignas dos típicos cenários de rom-com e ele levar-la-á a entrevistas com sobreviventes de um culto de morte (obviamente). Todos acabam um livro e ninguém se apaixonará. A sério.

Minha Opinião:Livro #43 de 2021 :

Este livro foi a minha escolha para o projecto #alervamoscelebrar das meninas #MariaJoãoDiogo do blogue #abibliotecadaJoão e da #MariaJoãoCovas do canal #Livros?Gosto  para celebrar o Solistício de Verão, celebrado a 21 de Junho.

Eu parti para este livro com a expectativa de uma leitura leve típica da silly season a que damos o nome de Verão, contava igualmente com o próprio Verão como sendo uma das personagens da história. Contudo, não foi isso que encontrei, e embora essas perspectivas tivessem sido goradas e normalmente isso seja o caso para uma desilusão com a leitura, neste caso isso não aconteceu, e creio até que esse facto foi o que tornou o livro mais interessante.

Na verdade, o livro acaba por ser a antintese do verão que por mim sempre foi imaginado como um tempo feliz, de praia, mar, descanso, amizade e alegria, pois a personagem principal vive um estado triplo de luto, primeiro luto pela perda fisica do pai, segundo pela perda da imagem que tinha da família e das crenças que tinha acerca da vida e por último o luto pela sua relação com o namorado antes julgado como prefeito. Não quero adiantar muito mais para não cometer spoilers.

Ainda assim, gostei da originalidade dos protagonistas começarem como rivais e depois se desafiarem um ao outro a sair da sua zona de conforto, ao mesmo tempo que se descobrem e se ajudam mutuamente a sarar as feridas.

No geral, foi um livro muito satisfatório e recomendo a todos a sua leitura.

Dei🌟🌟🌟🌟