segunda-feira, setembro 07, 2026

    Post do dia 09/11/2019 postado originalmente às 19:08 no blog oceanodelivros


Livro: Shadowfell   Editora: Planeta     Autora: Juliet Marillier     Ano da 1ª Edição: 2012


Sinopse : Na terra de Alban, onde o jugo tirânico de Keldec reduziu o mundo a cinzas e terror, a esperança tem um nome que só os mais corajosos se atrevem a murmurar: Shadowfell. Diz a lenda que aí se refugia uma força rebelde que lutará para libertar o povo das trevas e da opressão. 

E é para lá que se dirige Neryn, uma jovem de 16 anos que detém um perigoso Dom Iluminado: o poder de comunicar com os boa gente e com criaturas que vivem nas profundezas do Outro Mundo. Será Neryn forçada a fazer essa viagem perigosa sozinha? Ou deverá, antes, confiar na ajuda de um misterioso desconhecido cujos verdadeiros designos permanecem por esclarecer? 

Perseguida por um império decidido a esmagá-la e sem saber em quem confiar, Neryn acabará por descobrir que a sua viagem é um teste e que a chave para a salvação do Reino de Alban pode estar nas suas próprias mãos.

Minha Opinião: Eu escolhi este livro para a 1ª categoria do #bookbingoleiturasaosol2019, em que o título tinha de possuir as letras S-O-L, e sendo um livro da minha escritora preferida e que eu tencionava reler por ter lido no ano da publicação e já não me recordar de nada.

A história acompanha a jovem Neryn, que vive em fuga pela sua vida, sobrevivendo como pode sem confiar em ninguém.

Nesta luta pela sobrevivência, ela vai descobrindo-se como uma luz de esperança para lutar pelo futuro sonhado para a terra.

No meio de tudo faz amizades improváveis numa terra em que a desconfiança impede a formação de laços naturais na família e comunidade e aprende que mesmo o mais miserável ser que nada tem sempre consegue dar algo de si, uma canção, um carinho, uma palavra, tudo serve quando é dado com amor e humildade. E isto foi uma das coisas de que mais gostei neste livro.

Não quero falar muito mais para não dar spoilers, mas recomendo a leitura e dei  🌟🌟🌟🌟🌟  bem gordas apesar de não ser a minha trilogia preferida da Juliet.

Ainda quero falar da capa. A Editora Planeta tem tido um cuidado maravilhoso com as capas dos livros da Juliet e este não é exceção. Neryn sozinha à beira de um lago, rodeada do verde da floresta, de costas, olhando para uma luz ao fundo. O que eu mais gosto nesta capa é o tom de verde, o azul da capa de Neryn e o lago tranquilo num mundo que sabemos, quer pela leitura do livro, quer pela sua sinopse, estar em caos.


domingo, setembro 06, 2026

   Post do dia 15/11/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros

Desafio dos pássaros – tema#10 - "Já Chegámos, já Chegámos"

                    


Quem via aquele casal sexagenário não podia imaginar que eram um casal desfeito há mais de 20 anos a quem na velhice havia sido dada a oportunidade de reviver o amor que os unira e que na verdade nunca morrera. Ambos refizeram nesses anos a vida com outras pessoas, um era agora divorciado, com filhos; o outro, viúvo. Por coincidência, ambos tinham ido àquele jardim tão importante na sua juventude para recordarem esse amor e, no momento seguinte, olhavam-se nos olhos e o coração falou por eles. Estiveram horas e horas a dividir culpas, a reconhecer erros e a validar aquela sensação de que algo inquebrável os unira durante as suas vidas paralelas.


 A dada altura ele diz:


— "Sabes o que eu sinto agora?"  — perante a muda interrogação dela, ele continuou. - “Sinto que nestes anos todos estive a fazer uma viagem interminável e que todo esse tempo eu só queria chegar a casa, e tu, meu amor, és a casa que eu sempre procurei, um dia tive e deixei fugir. Tu és a minha casa, ajuda-me ou deixa-me chegar a casa, eu fui demasiado cego para perceber que o meu lar sempre foste tu.”


Emocionada, ela respondeu-lhe:

— "E tu sempre foste o meu, sim, tens razão, foi uma viagem longa,tortuosa, com lindas paisagens e aventuras, mas também com momentos de medo e solidão, mas agora, e pelo tempo que ainda tivermos de vida, estamos juntos. Não percebeste que, na ânsia de chegar a casa, já chegámos, meu amor, já chegámos.”

 Inês d’Eça


sexta-feira, setembro 04, 2026

   Post do dia 24/11/2019 postado originalmente às 09:30 no blog oceanodelivros



Desafio dos pássaros #11-“Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação ”




Olá eu sou a Lili, tenho quase 16 anos e este tema caiu no colo da dona logo no dia em que a Veterinária sugeriu que antes de eu entrar em sofrimento deveria ser eutanisiada por isso embora hajam mais animais cá em casa outra cadela, a Mel, um cão o Fisher e uma gata enérgica de nome Alma, a cabeça e a rotina dos donos só estão viradas para mim pois infelizmente eu estou a morrer…

Tenho um sopro no coração e desde do mês passado fico volta e meia uma semana internada a soro, depois volto para casa passa-se uma duas semanas em que estou bem, depois passo dias a vomitar e volto a ficar internada e o meu corpo está a desistir, o meu coração já causou problemas renais e gastrointestinais, já estou com um ligeiro edema plumonar, e os donos resolveram que eu iria para casa até à próxima consulta, pois embora se tenham passado 12 anos desde que fui abandonada e o meu dono recolheu-me da rua eu vivia no pânico de novo abandono. Mas nesta casa só tive amor e cuidado.

 A dona trabalha fora, mas, conforme o horário, passeia pelos manos antes e depois do trabalho. O dono é o responsável pela medicação e por me alimentar, que eu já não como por mim. Perdi tanto peso que, se não fosse assim, não estaria ainda aqui.

 Eu vou vivendo cada dia como o milagre que é ainda cá estar, mas sei que os donos sofrem com a minha iminente partida, que nem este texto está a sair como a dona pretendia, mas o que importa é eu saber que fui amada e que eles estão a fazer tudo para que eu parta sem sofrimento e junto deles em casa como aconteceu ao Tico e não longe de casa a sentir novo abandono. Ainda assim, eu sei que tive mais sorte que muitos animais, que nunca chegaram a ter um lar ou amor depois de terem sido descartados pelos donos originais.

 Inês d’Eça

 




quinta-feira, setembro 03, 2026

  Post do dia 29/11/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros




Desafio dos pássaros#12 - Aqueles pássaros não se calam


Eu sei que sou eu que estou em falta, pois são quase 10 horas de domingo e não só não lhes enviei o texto # 11 dentro do prazo, como também nem sequer o publiquei ainda no meu próprio blogue (vou tentar fazer isso agora e compensá-los mandando os textos 11 e 12 juntos).

 

Mas por mais que lhes diga que, além da semana ter sido difícil, quando lerem o texto, vão perceber o porquê de me ter sido tão difícil cumprir este tema, já que, sendo a primeira vez que participo num desafio destes, quis guardar os textos que fiz e este, em particular, é um texto que vai magoar o meu coração por muitos anos depois do término deste desafio…Aqueles pássaros não se calam a dizer que os prazos são para cumprir; não seria um desafio se fosse fácil e, se uma pessoa assume compromissos, deve cumprir com os mesmos ou não os assuma.

 

Enfim… já estão a ver a cena. A verdade é que eu estou grata por este desafio e gostava de chegar até ao fim do mesmo, pelo que espero que a pássarada me perdoe, continue a mandar temas e a postar os meus textos no blog dos pássaros, seja como for, tem sido uma viagem e uma experiência gratificante com emoções diversas. Por favor, pássaros, não me cortem as asas da imaginação...

 

 

Inês d’Eça

quarta-feira, setembro 02, 2026

 Post do dia 06/12/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros


Desafio dos pássaros#13 – Reescreve o final de um filme (ou uma série) – Guerra dos Tronos (será que consigo em menos de 400 palavras?)


Quando Tyron e Jon Snow foram a julgamento, o Tyron revelou a verdade das origens de Jon Snow, revelou igualmente que, para Jon, o acto de matar Daenerys foi uma escolha difícil entre amor e dever, já que ela se havia transformado na ditadora que queria erradicar e que, com isso, mostrou ser mais filho de Ned Stark (que fez o que fez em nome da honra,dever e família) do que um Targaryen. Terminou o seu discurso com aquela frase que o povo gosta de historias e lendas e assim haviam dois possíveis reis para Westeros que tinham historias fantásticas de apaixonar o povo: Bran o Quebrado, que era a memória do Primeiros Homens, o Corvo de três olhos, e Jon Snow criado como bastardo, filho de duas casas importantes, Tageryan e Stark, Comandante da NightWatch,, pelo senhor da Noite, e responsável pela morte do rei da noite às mãos de Arya Stark. Afirmando ainda que nenhum dos dois desejava a coroa e o poder e por isso mesmo qualquer um deles seria a escolha ideal.

Assim, houve uma votação das casas dos sete reinos e foi decidido que Jon e Bran dividiriam o reinado, garantindo assim que existiria um equilíbrio e não surgiriam novos ditadores quebrando a roda do poder. Sansa declara a independência do Norte e é rainha desse Reino. Arya funda uma escola de soldados de elite mista para fornecer homens e mulheres para a muralha (mandada reconstruir por Bran na eventualidade do retorno do Rei da Noite) e para a guarda-real, ficando a viver perto dos seus irmãos, os reis de Westeros. Tyron é condenado a ser conselheiro dos dois reis de forma a se redimir dos erros do passado. Os Imaculados voltam as costas a Westeros e partem com os Dothraki para parte incerta. O fantasma é trazido do norte para Porto Real e fica com Jon Snow.

 

(Talvez este final não faça muito sentido e não fuja muito do final que vimos mas foi mais para dar a meu ver um final mais feliz para Jon, e Arya, duas das minhas personagens preferidas)

 

Inês d’Eça

 

Post-scriptum: Sei que alguns nomes podem estar mal escritos e peço a vossa tolerância e perdão porque não tive tempo de pesquisar os nomes dos quais estava em dúvida, mas como a maioria certamente conhece a série, não vão ter problemas em identificar de quem estou a falar.



terça-feira, setembro 01, 2026

  Post do dia 15/12/2019 postado originalmente às 16:16 no blog oceanodelivros

Tema#14 desafio dos pássaros- Não Nasci para isto


Não nasci para isto

Grita-me o cérebro

Cansado de pensar sobre os

Desafios que me lançam

Os possuídos dos pássaros

 

Não nasci para isto

Gritam-me os olhos

Fartos das 20000 páginas lidas

Em 66 livros só neste ano

 

Não nasci para isto

Gritam-me os ombros, as costas

Do peso de calhamaços de mais de 700 páginas

 

Não nasci para isto

Grita-me o sapo

Que lhe dei um blog de livros

Onde muitos aguardam a crítica

E onde ninguém participa no desafio

Que criei de leituras invernais

 

Não nasci para isto

Grito em silêncio eu ao mundo

Que queria ter vida para ler todos

Os livros bons do mundo

E nem metade deles os posso comprar

É a minha vida

Mas definitivamente eu não nasci para isto..

 

Inês d’Eça


segunda-feira, agosto 31, 2026

 Post do dia 20/12/2019 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros


Desafio dos pássaros #15 –O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana. Descreve uma dessas entrevistas na perspectiva do recrutador de recursos humanos: A Rena Rudolfo.

O nome era Nicky Kringle, e eu estava à espera de mais um gordo bêbado com tendências pedófilas, mas o que surgiu foi algo inesperado, no mínimo. Ela, sim, ela, era uma mulher pequena,os olhos enormes e um sorriso caloroso,vestida de branco e dourado. Pensando que ela se enganara, esclareci que esta sala era para entrevistas de pais natais, e se a visão dela me espantou, mais surpreso fiquei com a resposta que ela me deu:

- “ Eu sei que não correspondo à imagem tradicional de um Pai Natal, e se me deixar expor a razão pela qual acho que posso ser uma boa aposta numa nova geração de Pais Natais, talvez possa não só ter encontrado o seu PN como venha a concordar comigo.”

Curioso, ouvi-a.

-”Para começar, falo do facto de ser mulher e pouco ortodoxa. Segundo uma pesquisa de opinião a imagem do verdadeiro Pai Natal – o que se vai reformar agora - está degradada quer pelos comerciais de refrigerantes, pelos falsos e duvidosos pais natais que se vê nos centros comerciais e pela fobia do politicamente correcto que acha suspeito a aproximação de crianças e adultos, e cada vez menos adultos promovem a magia do Natal no imaginário das crianças, o que torna o Natal mais triste e consumista, e menos crianças têm fé no Pai Natal. Eu pretendo mudar isso em três fases: 1 – Aumento da Magia do Natal; 2 – Maior controlo das crianças boas e más e com programas de incentivo ao bom comportamento e à generosidade; 3 – Uma resposta rápida e pessoal a cada criança que escreve ao Pai Natal. O 1º passo passa por cada criança ter apenas um presente especial que não é comprado pela família, com uma cartinha pessoal a lembrá-la do significado do Natal e como resposta à carta pensada ou enviada. O segundo passo é um conjunto de Apps para registar as tropelias de cada criança e analisar a motivação psicológica por trás de cada acto, criando soluções personalizadas, e aumentando a taxa de bons comportamentos, escusado será dizer que estas Apps foram desenvolvidas por mim e pode ver neste tablet também a simulação da entrega das prendas por drones, bem como os gráficos estimados dos resultados destas alterações.”

Não tive outra opção senão contratá-la.

 

Inês d’Eça

 

  Post do dia 03/01/2020 postado originalmente às 15:00 no blog oceanodelivros




Desafio dos pássaros#16–Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer


Na infância queria crescer

Ser adulta forte e independente viver

Na adolescência pensei descobrir

O propósito de existir

Mas nada veio a passar

Como acalentou o meu sonhar

Ainda assim tentei manter viva

Dentro de mim a criança

Para ter fé e esperança

E força para tudo enfrentar

Mas sobre a vida adulta:

Por mais que o cérebro gere sinapses,

Ainda não entendi o que é para fazer..

 

Por que sem nada atingir

Sem nada a mostrar

Limito-me a viver…

Quiça com fé num novo

Começar e vá um dia chegar

Que eu entenda o que vim cá fazer

Como adulta, como mulher, como ser

 

Inês d’Eça