Post de 07/07/2019
Disneylanders
Sinopse: Em Disneylanders, descobrimos a Casey Allison, de 14 anos, em vésperas de entrar no liceu, que luta para encontrar a sua nova identidade durante as férias anuais de verão da sua família, mas, com a ajuda de um simpático e desembaraçado rapaz que conhece nas filas de espera das atrações, ela descobre que provavelmente a Disneyland será o único local onde os seus pais superprotetores lhe darão a liberdade para crescer.
Eu escolhi este livro como a categoria 13. um livro que se passe num local onde já passaste férias,do #bookbingoleiturasaosol2019 porque na altura eu ainda não tinha sugestões de livros passados na terra da minha mãe, ilha da Madeira, que foi onde passei todos os verões até aos meus 12 anos, e nessa impossibilidade resolvi relembrar a viagem que fiz com outras 250 crianças, mais o Júlio Isidro e a Manuela Leite, devido a um concurso que existiu no programa do Júlio de fim de semana, Clube Amigos Disney, á DisneyWorld, Orlando, Florida, USA.
Desta forma, resolvi ler este livro que me ajudou a recordar as férias da Páscoa de 1986, ao local que eu chamo de verdadeira Disney ( nunca fui à de Paris, mas não posso deixar de sentir que a dos EUA é a original) e onde comi o meu primeiro McDonald's muitos anos antes de abrir o primeiro restaurante em Portugal.
Quanto à história em si, é uma leitura leve e divertida, agradável, mas não criou um grande impacto e eu não consegui criar grande empatia com as personagens nem com a descoberta de um primeiro amor (talvez para mim isto já seja um tópico muito batido e por isso não me entusiasmou).Ainda assim fez-me rir bastante e relembrar algumas das atrações onde andei (spacemountain - estava quase a gritar de medo quando ela parou) , smallworld, e a mansão assombrada e foi divertido embora com pouco sucesso tentar descobrir as outras atrações das quais desconheço os nomes porque na altura nem falava nem lia em inglês, e como a leitura foi em inglês, não foi possivel reconhecer os nomes das atrações, principalmente uma que me recordo ter feito ao lado de um rapaz que refilou porque me sentaram ao lado dele (e eu era a miúda mais nova daquele grupo) pois na óptica dele eu ia gritar e/ou chorar, só sei que a fiz 2 vezes não dei um berro e gostei muito porque parecia um comboio do faroeste que entrava numa mina onde tínhamos a sensação de que nos iam cair em cima pedregulhos enormes.
Mas como já disse fez-me rir e achei interessante a ideia de os títulos dos capítulos terem algo a ver com slogans ou frases de promoção das atrações e o leitor ter o trabalho de descobrir a que atração pertence cada título, no fim dá as soluções, mas fiquei um pouco triste por saber que uma das atrações que mais gostei - o submarino das vinte mil léguas submarinas- deve ter encerrado permanentemente.
Desde 1986 nunca mais voltei lá, embora um dia o queira fazer, pois se este livro conseguiu fazer alguma coisa, foi acordar um desejo que eu nem sabia ainda ter. Quem sabe se um dia não irei com olhos de adulta que ao passar dos portões volte a ver o mundo como criança, aliás já Walt Disney dizia algo nesse sentido, na Disney todos voltamos a ser crianças. Quem gosta da Disney talvez goste do livro ainda que a história não seja nada original.
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